quarta-feira, 6 de julho de 2011

Choque entre dois aviões da FAB mata quatro militares em SP

06/07/2011 20h27

Reprodução/Globo Foto mostra como aviões ficaram destruídos após choque
Quatro militares morreram na tarde desta quarta-feira em um acidente envolvendo duas aeronaves da FAB (Força Aérea Brasileira) em Pirassununga (211 km de São Paulo).

De acordo com o Comando da Aeronáutica, os dois aviões --modelo T-25 Universal-- se chocaram às 15h30, durante uma missão de treinamento na área de instrução da Academia da Força Aérea, e caíram em seguida.

Os tripulantes mortos foram identificados como Tibério César Corvello Vitola e Alex Araújo Affonso Rego, capitães-aviadores, e André Luiz Franchi Grigoletto e Jamil Nazif Rasul Neto, tenentes-aviadores.

Em nota, a FAB lamentou o acidente e informou que as investigações para identificar os fatores que contribuíram para o choque já foram iniciadas. (Folha.com) - RƩB

sábado, 2 de julho de 2011

Corpo de Itamar será transportado em avião da FAB

O corpo do ex-presidente irá para Juiz de Fora no domingo, com um avião da FAB

Renata Veríssimo, da
José Cruz / Agência Brasil
O ex-presidente Itamar Franco
Itamar Franco deixou instruções para que seu corpo fosse velado em Juiz de Fora e cremado em Belo Horizonte
Brasília - O corpo do senador e ex-presidente Itamar Franco, que morreu neste sábado, em São Paulo, será transportado amanhã (3) para Juiz de Fora (MG) por um avião da Força Área Brasileira (FAB), segundo informou o ex-ministro da Casa Civil e um dos melhores amigos do ex-presidente, Henrique Hargreaves.
O corpo, que deve deixar a capital paulista por volta de 8h30, será velado na Câmara Municipal de Juiz de Fora. Na segunda-feira, será levado para o Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte.

sábado, 18 de junho de 2011

Voo de helicóptero que caiu em Porto Seguro deveria durar 10 minutos, diz FAB

Buscas pelos três desaparecidos continuam

18.06.2011 | Atualizado em 18.06.2011 - 12:53

Foto: Arquivo Pessoal
Mariana ao lado do filho do governador do Rio
Redação CORREIO
O voo do helicóptero que caiu na noite desta sexta-feira matando quatro pessoas em Porto Seguro deveria durar 10 minutos, segundo informou neste sábado a Força Aérea Brasileira (FAB). Três pessoas ainda estão desaperecidas.
Depois de decolar às 18h41 com destino à Fazenda Jurumã, onde funciona um resort, a previsão era de que o voo do helicóptero durasse 10 minutos. Durante o voo, o piloto não fez nenhum contato com o controle de tráfego aéreo local para informar qualquer problema.
Quatro pessoas morreram no acidente - Fernanda Kfuri, 35 anos, que chegou a ser socorrida com vida para o Hospital Luís Eduardo Magalhães, mas morreu neste sábado em decorrência da gravidade dos seus ferimentos; seu filho Gabriel Kfuri Gouveia, de 2 anos; seu sobrinho Luca Kfuri de Magalhães Lins, 3 anos; e a babá das crianças, Norma Batista de Assunção, 49 anos. Os corpos dos três primeiros já foram liberados e seguem para o Rio de Janeiro; o corpo da babá segue para Teolândia, no interior da Bahia.
As buscas por Mariana Noleto, namorada do filho do governador do Rio de Janeiro, Jordana Kfuri Cavandish, irmã de Fernanda e mãe de Luca, e pelo piloto Marcelo de Almeida continuam. O governador do Rio está em Porto Seguro acompanhando o trabalho. O governador da Bahia, Jaques Wagner, declarou sua solidariedade às famílias das vítimas.
“Neste momento de dor, toda minha solidariedade àqueles que perderam seus familiares e ao governador Sérgio Cabral. Tudo que podemos fazer para minimizar seus sofrimentos está sendo feito”, disse Wagner, que ligou ainda na noite de sexta para o governador do Rio.
Acidente
Pelo menos quatro pessoas morreram depois que o helicóptero modelo Esquilo, prefixo PR-OMO, caiu na noite desta sexta-feira (17) na Ponta de Itaquena, em Trancoso, Porto Seguro, segundo informações do Corpo de Bombeiros. Uma das desaparecidas é Mariana Noleto, nora do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. 
No momento do acidente, havia sete pessoas a bordo. Uma mulher foi resgatada com vida, mas morreu nesta manhã no Hospital Luís Eduardo Magalhães. Identificada como Fernanda Kfuri, 35 anos, ela chegou ao hospital em estado de choque e com múltiplas fraturas por volta das 23h de ontem.
O grupo saía do Villa Vignoble Terravista Resort para o Jacumã Ocean Resort, os dois em Trancoso, quando aconteceu o acidente, a cerca de 500 metros da costa. Segundo o jornal "O Globo", o filho do governador e namorado de Mariana, Marco Antônio Cabral, escapou do acidente porque iria em uma segunda viagem. 
Além de Mariana Noleto, estavam no helicóptero Jordana Kfuri Cavendish, mulher do empreiteiro Fernando Cavendish; seu filho Luca Kfuri Magalhães Lins; a irmã de Jordana, Fernanda Kfuri; seu filho Gabriel Kfuri Gouveia, a babá das crianças e o piloto, Marcelo Mattoso de Almeida, empresário e dono de um resort da região. O governador do Rio de Janeiro está em Porto Seguro acompanhando as buscas.
Segundo o aeroporto de Porto Seguro, o helicóptero decolou às 18h40 - os Bombeiros chegaram ao local por volta das 21h. Ainda não há informações sobre o que causou o acidente. O tempo é chuvoso na cidade esta noite e as condições climáticas atrapalham o resgate, segundo os Bombeiros.
Além dos Bombeiros e da Marinha, a Força Áerea Brasileira (FAB) também participa das buscas pelo piloto e pelas passageiras remanescente.

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Helicóptero com sete pessoas cai em Porto Seguro

terça-feira, 26 de abril de 2011

Sentando a Pua (Da página do Brigadeiro Rui Moreira Lima, na Internet)

Ficha Biográfica

Rui Barbosa Moreira Lima

Rui Barbosa Moreira Lima
Resumo Biográfico
Nome de Guerra Rui
Patente/Registro 2º Tenente Aviador / BO-432
Nascimento 12/06/1919, Colinas (MA) - Brasil
Falecimento ,
Função Piloto de Combate
Promoções Em 12 Jan 45, promovido a 1º Tenente
Condecorações Cruz de Aviação fita A, Campanha da Itália e Presidential Unit Citation (EUA)
Treinamento Panamá, Suffolk e Itália
Família Filho do Desembargador Bento Moreira Lima e Sra. Heloísa Barbosa Moreira Lima. Casado com D. Julinha.

História
Comandante da Base Aérea de Santa Cruz entre 14 AGO 1962 e 02 ABR 1964, quando foi então cassado pela Ditadura Militar. Autor de vários textos sobre aviação e sobre os integrantes do Grupo de Caça, o mais destacado deles o livro "Senta a Pua!".

Piloto de combate da esquadrilha verde, tendo executado 94 missões de guerra. Sua primeira missão foi em 06 NOV 44 e sua última em 01 MAI 45. Em 18 Jun 45, partiu de Pisa para os EUA para levar novos aviões P-47 para o Brasil.


O que está publicado acima é acessável através do botão "SENTANDO A PUA", situado na página do herói  da FAB e das nossas Forças Armadas, Brigadeiro Moreira Lima, o qual conduz ao seguinte endereço:

http://www.sentandoapua.com.br/joomla/content/view/63/?registro=BO-432

CONFIRA:

Entretanto, logo que abrir a página, o leitor encontrará uma expressão marota:

ATENÇÃO: Esta página está desatualizada! Visite o novo site Sentando a Pua! clicando aqui

o que constitui uma escamoteação do que está publicado na página sobre o Brigadeiro Rui Moreira Lima, induzindo o incauto leitor a  não ler a matéria nela contina e, assim, desconhecer os méritos do eminente militar e cidadão.

Vamos à malfatada página, a fim de constatar a veracidade do que foi expresso acima, clicando novamente no preconceituoso referido LINK:

http://www.sentandoapua.com.br/joomla/content/view/63/?registro=BO-432

A página do eminente brigadeiro Moreira Lima, publicada ontem, neste mesmo Blog, pode ser acessada através deste LINK:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Rui_Moreira_Lima

ou rolando o mouse para ler a postagem de ontem, deste Blog.

(Edson Nogueira Paim escreveu)

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Brigadeiro Rui Moreira Lima (Wikepédia)

Rui Moreira Lima

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
O brigadeiro Rui Barbosa Moreira Lima (Colinas, 12 de junho de 1919) é um piloto militar de caça brasileiro e um dos três únicos caçadores veteranos da participação brasileira na 2ª guerra mundial ainda vivos.
Foi o piloto de combate da esquadrilha verde no 1° Grupo de Aviação de Caça (GAvCa) da Força Aérea Brasileira durante a Segunda Guerra Mundial. Durante o combate, executou 94 missões. A primeira aconteceu no dia 6 de novembro de 1944 e a última em 1 de maio de 1945.
Além disso, foi comandante da Base Aérea de Santa Cruz entre 14 de agosto de 1962 e 2 de abril de 1964, quando foi afastado após o golpe militar.
É o autor do livro Senta a Pua!, no qual conta as memórias dos combates no teatro de operações na Itália. Em seu último livro Rui Moreira Lima O Diario de Guerra - Editora Adler, 2008 - narra da sua primeira missão de guerra até a sua última missão.
Hoje aos 89 anos de idade, o Brigadeiro Rui Moreira Lima ainda luta pela sua anistia que é negada sistematicamente mesmo pelos governos eleitos pelo povo após a queda da ditadura civil-militar que o cassou em 1964

Condecorações


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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Jobim diz que Dilma vai decidir sobre compra de caças quando achar oportuno


Agência Brasil/JG
Divulgação


No momento que julgar oportuno, a presidenta Dilma Rousseff vai decidir sobre a compra de caças para a Força Aérea Brasília (FAB), disse hoje (22) O ministro da Defesa, Nelson Jobim. Segundo o ministro, as restrições atuais, decorrentes dos cortes orçamentários, não deixam espaço para uma decisão de curto prazo sobre o tema.

A afirmação foi feita durante audiência com a ministra de Relações Exteriores e Europeias da França, Michèle Alliot-Marie. Durante o encontro, segundo o ministério, Jobim lembrou que o contingenciamento na área da Defesa foi de R$ 4,024 bilhões, o que representa uma redução de 26,5% em relação ao valor total de R$ 15,165 bilhões originalmente previsto para investimento e custeio na pasta este ano.

Michele Alliot-Marie, por sua vez, afirmou que a França se dispõe a transferir tecnologia para o Brasil, caso o governo de Dilma Rousseff opte por comprar os 36 aviões caças da fabricante francesa Dassault – que fabrica o caça Rafalle. A chanceler disse compreender que o corte de R$ 50 milhões no Orçamento Geral da União atinja em parte o Ministério da Defesa e a compra dos aviões, mas que mantém a expectativa positiva.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Dilma diz que governo deve conviver com críticas da imprensa

DE SÃO PAULO
Durante a cerimônia de comemoração dos 90 anos da Folha de S.Paulo, a presidente da República, Dilma Rousseff, declarou que o governo "deve saber conviver com as críticas dos jornais para ter um compromisso real com a democracia" e que deve haver um convívio "civilizado com a multiplicidade de opiniões, crenças e propostas."
Alckmin classifica liberdade de imprensa como 'pleonasmo'
Kassab diz que Folha é 'importante' para a liberdade de imprensa
Otavio Frias Filho reafirma compromissos editoriais da Folha
Ato multirreligioso celebra 90 anos da Folha
A presidente celebrou a existência de liberdade de imprensa no Brasil e afirmou que ser jornalista no Brasil tem sido um ato de coragem.
"A censura obrigou o primeiro jornal brasileiro a ser impresso em Londres em 1808. De Líbero Badaró a Vladimir Herzog, ser jornalista no Brasil tem sido um ato de coragem."
"Livre, plural e investigativa, a imprensa é imprescindível para a democracia num país como o nosso, que, além de continental, agrega diferenças culturais."
A presidente disse ainda que no Brasil, "com uma democracia tão nova", "devemos preferir o som das vozes criticas da imprensa livre ao silêncio das ditaduras".
NOVOS TEMPOS
Dilma declarou que a imprensa escrita atravessa um momento histórico devido aos avanços tecnológicos. "A internet modificou para sempre a relação dos leitores com os jornais."
O grande desafio, disse ela, é "oferecer um produto que não perca profundidade e como tornar as críticas dos leitores um ativo dos jornais".
A petista disse ainda acreditar que, "com a mesma dedicação que enfrentaram censura, [os jornais] vão enfrentar as respostas para esse novo desafio".


HOMENAGEM

A presidente afirmou que Octavio Frias de Oliveira (1912-2007), publisher da Folha, é referência para toda a imprensa nacional.
"Ele foi um exemplo de jornalismo dinâmico e inovador. Trabalhador desde os 14 anos de idade, ele transformou a Folha de S.Paulo em um dos jornais mais importantes do país e foi responsável por revolucionar a forma de fazer jornalismo no nosso Brasil."
Ela lembrou que o jornal ocupou um papel "decisivo em momentos marcantes da nossa história, como foi o caso das Diretas Já".

Jorge Araújo/Folhapress
ORG XMIT: XXX SAO PAULO) SP 21 02 2011 90 ANOS DE FOLHA A presidente Dilma Rousseff, artistas,empresarios, ministros e autoridades durante cerimonia dos 90 anos de Folha na sala São Paulo Jorge Araujo Folha Press
Para a presidente Dilma Rousseff, 'ser jornalista no Brasil tem sido um ato de coragem'
VEJA A ÍNTEGRA DO DISCURSO DE DILMA ROUSSEFF
Eu queria desejar boa noite a todos os presentes.
Cumprimentar o sr. Michel Temer, vice-presidente da República, o nosso governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, e a senhora Lu Alckmin. Queria cumprimentar o senador José Sarney, presidente do Senado. Queria cumprimentar também o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Cumprimentar o presidente da Câmara dos Deputados, deputado Marco Maia. O ministro Cezar Peluso, presidente do Supremo Tribunal Federal, por meio de quem cumprimento os demais ministros do Supremo presentes a esta cerimônia.
Queria cumprimentar a família Frias, o Luiz, o Otavio, a Maria Cristina, e queria cumprimentar também o senhor José Serra, ex-governador do Estado.
Dirijo um cumprimento especial também aos governadores aqui presentes e também aos ministros de Estado que me acompanham nesta cerimônia. Cumprimento o senhor Barros Munhoz, presidente da Assembleia Legislativa do Estado.
Queria cumprimentar também todos os senadores, deputados e senadoras, deputados e deputadas federais, deputados e deputadas estaduais. Queria cumprimentar o senhor Paulo Skaf, presidente da Fiesp. Dirigir um cumprimento especial aos representantes das diferentes religiões que estiveram neste palco.
Dirigir também um cumprimento a todos os funcionários do Grupo Folha. Queria cumprimentar os senhores e as senhoras jornalistas. E a todos aqueles que contribuem para que a Folha seja diariamente levada até nós.
Eu estou aqui representando a Presidência da República, estou aqui como presidente da República. E tenho certeza que cada um de nós percebe, hoje, que o Brasil é um país em desenvolvimento econômico acelerado. Que aspira ser, ao mesmo tempo, um país justo, uma nação justa, sem pobreza, e com cada vez menos desigualdade. Para todos nós isso não é concebível sem democracia. Uma democracia viva, construída com esforço de cada um de nós, e construída ao longo destes anos por todos aqui presentes. Que cresce e se consolida a cada dia. É uma democracia ainda jovem, mas nem por isso mais valorosa e valiosa.
A nossa democracia se fortalece por meio de práticas diárias, como os diferentes processos eleitorais. As discussões que a sociedade trava e que leva até as suas representações políticas. E, sobretudo, pela atividade da liberdade de opinião e de expressão. E, obviamente, uma liberdade que se alicerça, também, na liberdade de crítica, no direito de se expressar e se manifestar de acordo com suas convicções.
Nós, quando saímos da ditadura em 1988, consagramos a liberdade de imprensa e rompemos com aquele passado que vedava manifestações e que tornou a censura o pilar de uma atividade que afetou profundamente a imprensa brasileira.
A multiplicidade de pontos de vista, a abordagem investigativa e sem preconceitos dos grandes temas de interesse nacional constituem requisitos indispensáveis para o pleno usufruto da democracia, mesmo quando são irritantes, mesmo quando nos afetam, mesmo quando nos atingem.
E o amadurecimento da consciência cívica da nossa sociedade faz com que nós tenhamos a obrigação de conviver de forma civilizada com as diferenças de opinião, de crença e de propostas.
Ao comemorar o aniversário de 90 anos da Folha de S.Paulo, este grande jornal brasileiro, o que estamos celebrando também é a existência da liberdade de imprensa no Brasil.
Sabemos que nem sempre foi assim. A censura obrigou o primeiro jornal brasileiro a ser impresso em Londres, a partir de 1808. Nesses 188 anos de independência, é necessário reconhecer que na maior parte do tempo a imprensa brasileira viveu sob algum tipo de censura. De Líbero Badaró a Vladimir Herzog, ser um jornalista no Brasil tem sido um ato de coragem. É esta coragem que aplaudo hoje no aniversário da Folha.
Uma imprensa livre, plural e investigativa, ela é imprescindível para a democracia num país como o nosso, que além de ser um país continental, é um país que congrega diferenças culturais apesar da nossa unidade. Um governo deve saber conviver com as críticas dos jornais para ter um compromisso real com a democracia. Porque a democracia exige sobretudo este contraditório, e repito mais uma vez: o convívio civilizado, com a multiplicidade de opiniões, crenças, aspirações.
Este evento é também uma homenagem à obra e ao legado de um grande empresário. Um homem que é referência para toda a imprensa brasileira. Octavio Frias de Oliveira foi um exemplo de jornalismo dinâmico e inovador. Trabalhador desde os 14 anos de idade, Octavio Frias transformou a Folha de S.Paulo em um dos jornais mais importantes do nosso país. E foi responsável por revolucionar a forma de se fazer jornalismo no nosso Brasil.
Soube, por exemplo, levar o seu jornal a ocupar espaços decisivos em momentos marcantes da nossa história, como foi o caso da campanha das Diretas-Já. Soube também promover uma série de inovações tecnológicas, tanto nas versões impressas dos seus jornais, como nas novas fronteiras digitais da internet.
Reafirmo nessa homenagem aos 90 anos da Folha de S.Paulo meu compromisso inabalável com a garantia plena das liberdades democráticas, entre elas a liberdade de imprensa e de opinião.
Sei que o jornalismo impresso atravessa um momento especial na sua história. A revolução tecnológica proporcionada pela internet modificou para sempre os hábitos dos leitores e, principalmente, a relação desses leitores com seus jornais. Como oferecer um produto que acompanhe a velocidade tecnológica e não perca a sua profundidade? Como aceitar as críticas dos leitores e torná-las um ativo do jornal?
Sei que as senhoras e os senhores conhecem a dimensão do desafio que enfrentam, e que, com a mesma dedicação com que enfrentaram a censura, irão encontrar a resposta para esse novo desafio. E desejo a vocês o que nesse caminho sintetiza melhor o sucesso: que dentro de 90 anos a Folha continue sendo tão importante como agora para se entender o Brasil.
É nesse espírito que parabenizo a Folha pelos seus 90 anos. Parabenizo cada um daqueles que contribuem, e daquelas que contribuem, para que ela chegue à luz. A todos esses profissionais que lhe dedicam diariamente o melhor do seu talento e do seu trabalho.
Por fim, reitero sempre, que no Brasil de hoje, nesse Brasil com uma democracia tão nova, todos nós devemos preferir um milhão de vezes os sons das vozes críticas de uma imprensa livre ao silêncio das ditaduras.
Muito obrigada.